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terça-feira, 16 de setembro de 2014

EU VIAJO POR CULPA DO MEU SOFÁ.

Sofá novo ou viagem ? tem dúvida ?
Você acredita que esse singelo jogo de sofás foi o "culpado" por duas grandes viagens internacionais ? É a mais pura verdade. Vou contar um pouco dessa história.

Esses sofás estão comigo desde 2008 e vieram direto da loja Etna. Não são muito confortáveis, mas dá para o gasto. A vantagem é que eles são "meio" transformers: basta puxar o assento e, voilá, viram camas.

No final de 2009 pensei em me livrar deles e comecei a pesquisar novos modelos. Queria um sofá maior, com encosto reclinável, tipo mega conforto.

Mas, a minha lista de opcionais ia diminuindo à medida que eu via os valores: 2 mil... 3 mil reais... 5 mil.

Nessa época já estava em curso a criação do meu blog de viagem, o Mochileiro40tao.
Ao me deparar com esses preços, caí na besteira - ou na felicidade - de começar a compará-los com o valor das passagens aéreas. Por diversão, passei a batizar cada modelo com o nome de uma cidade: Lisboa, Londres, Roma, etc...

Um dia quase caí na tentação de comprar um que custava mais de 3 mil reais. Segundos antes de fechar negócio, o lado viajante pesou e vi que, com esse dinheiro eu poderia viajar para a Itália.

Foi exatamente o que fiz. Com mais um pouco de grana guardada, viajei por 17 dias pela Itália e Suíça. Fui de Nápoles à Veneza, passando por Berna (Suíça) curtindo os trens, dormindo em hostel e visitando monumentos que, até aquele momento, conhecia apenas por fotos de revistas e livros.

Em Roma, lembro-me de ter sentado em uma enorme pedra com mais de 2 mil anos no interior do Coliseo. Essa foi a hora que parei, descansei, agradeci e aprendi.
Graças à Deus estou neste local e sentado nessa pedra. Poderia estar em casa, sentado no sofá vendo um documentário na TV. Que chato !

A pedra nem de longe era confortável, mas eu estava lá, vendo e sentindo ao vivo aquele magnífico local. O sofá vermelho continua lá em casa, firme, forte e sempre motivador. Em 2010, ele foi um dos responsáveis por uma nova e grande viagem. Mas isso eu conto depois...

terça-feira, 10 de junho de 2014

QUANTO CUSTA UMA VIAGEM DE 15 DIAS PELA ITÁLIA ?

Coliseo: precisa de mais alguma coisa ?
Recebo inúmeros e-mails de pessoas que querem viajar para a Itália e não sabem quanto isso vai custar. A primeira resposta é que o custo da viagem está estritamente amarrada com o estilo de vida e preferência pessoal.

Uma viagem de 15 dias pode custar 5 mil reais ou 50 mil reais, vai da escolha do freguês. Para tentar ajudar os leitores, simulei uma viagem à algumas das principais cidades italianas, com seguintes condições:



- um mochilão de 15 dias pela Itália visitando Roma, Florença, Pisa,  Milão, Veneza, Nápoles e Pompéia na baixa temporada (fevereiro).

- A chegada e saída será por Roma.

- Hospedagem em hostel, translado por trem e/ou avião. Alimentação sem luxo. Utilização de transporte público em todas as cidades.

- O roteiro será de 4 dias em Roma, 3 dias em Florença/Pisa com parada em Assis, 2 dias em Milão, 1 dia em Padova, 2 dias em Veneza, 2 dias em Nápoles e depois Roma.

Enfim, é uma viagem com o objetivo de conhecer as cidades e seus patrimônios históricos.
Vamos ao que interessa.

- Passagem aérea ida e volta São Paulo - Roma - 01/02/2015 a 15/02/2015 pela Submarino Viagens - R$ 2.477,00 em 4 x sem juros - R$ 908,00 + 3 x R$ 392,00

- Hostel - média de 22 euros x 13 diárias - 286 euros = R$ 943,00 (euro = R$ 3,30)

Veneza está nesse roteiro também.
- Translados - Roma - Assis - Florença - Pisa - Milão - Veneza - TREM - Os preços dos trens variam de acordo com as datas e horários. Há passagens de Roma para Florença custando 29 euros. Na média, elas custam 43 euros. Vamos usar uma média de 150 euros para ir de Roma à Veneza com todas as paradas do roteiro.
Valor estimado: 150 euros = R$ 495,00

- A volta de Veneza para Nápoles será pela Easyjet a um custo de 45 euros, ou R$ 148,00.
Se precisar despachar mala grande, some mais 19 euros.

- Refeições e guloseimas - média alta de 20 euros por dia - R$ 924,00

- Tickets, lembrancinhas e etc - 150 euros - R$ 495,00

Estimativa total da viagem - R$ 5.334,00
sendo que desse valor, leve em conta que R$ 1.176,00 serão pagos em prestações (parcelamento da passagem aérea.)
Pompéia é do lado de Nápoles.

No meu primeiro mochilão, esse foi o valor que gastei para 17 dias de viagem pela Itália e Suíça.
É importante ressaltar de que dormi muito bem em todos os hostels, não passei fome e nem vontade de saborear as comidas típicas, chocolates e vinhos. Voltei para casa com uma mala cheia de lembranças para todos os amigos e família e mais de 10 horas de gravações em vídeo além das mais de 3.000 fotos.

Outro ponto importante que vou abordar em um próximo post é como você pode organizar facilmente uma viagem como essa sem entrar em dívidas.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Dólar em alta e compras em baixa…

Em Londres, compre um cartão desse para economizar
no transporte público.

Pois é, pelo jeito, as preces da Presidenta Dilma foram ouvidas. Conseguiram dar uma brecada nas viagens e compras internacionais dos brasileiros. Com o dólar e outras moedas estrangeiras em alta, o brasileiro teve que repensar seus sonhos de conhecer as terras distantes além mar. As principais agências de viagens até que conseguiram salvar um bom volume de viagens congelando o dólar abaixo dos 2 reais nos pacotes e nas passagens aéreas. Mas, ao turista, sobrou a dura missão de segurar os gastos com o cartão de crédito. Meus queridos viajantes, nem tudo está perdido. Aí vão algumas dicas para economizar o seu rico dinheirinho e não matar o seu passeio.

Transporte público:
ao contrário do Brasil, em qualquer país da Europa ou dos Estados Unidos você pode andar tranquilamente de metrô ou ônibus. A maioria das grandes cidades européias possuí um sistema de transporte excelente e que te levará para todos os lugares, evitando andar de táxi. Uma outra dica importante são os bilhetes únicos para vários dias. Esse bilhete é voltado para turistas e você vai economizar muito.
Em Londres, por exemplo, você adquire em qualquer bilheteria do metrô um ticket pré-pago que poderá ser reabastecido a qualquer momento. Além disso, há pacotes de vários dias com desconto e, com esse mesmo ticket, será possível andar de ônibus também.

Translado do Aeroporto:
ao desembarcar em qualquer aeroporto europeu você terá inúmeras opções para ir para a cidade. Claro que o táxi é a opção mais cara. Alguns aeroportos possuem terminais interligados à linha de metrô e, todos, sem excessão, tem ônibus direto para o centro da cidade. Essa é a opção mais em conta. Em Roma, por exemplo, a saída dos ônibus é na rua lateral da Estação Roma Termini. Em Milão, na Itália, a mesma coisa. Para você ter uma idéia, uma corrida de táxi do Aeroporto de Lisboa até o Cais do Sodré custará por volta de 30 euros. A mesma viagem de ônibus, 6 euros.

Alimentação:
almoçar ou comer algum lanche próximo aos pontos turísticos sempre foi e será mais caro. Uma garrafa de água, que no mercado custará 50 centavos de euro, ao lado do Coliseo, em Roma, custará 2 euros. Um lanche comprado e montado no mercado custará a metade do preço do mesmo lanche saboreado ao lado da Torre Eifell. Pode parecer pouco, mas se você somar a economia obtida em todos os dias da viagem, o valor economizado será significativo. Nas minhas viagens dou preferência para os passeios e por experimentar novidades nos mercados. Costumo tomar um bom café no albergue, comprar minha garrafa de água no mercado e, durante a caminhada parar nas lojas e mercados para comprar chocolates, bolachas, salgados, etc. Depois de muito andar, costumo fazer a refeição no final do dia. 

Ingressos:
uma coisa legal que descobri é que, em muitos museus, jornalistas não pagam ingressos. O mesmo vale para professores e outros profissionais das áreas de comunicação, educação e turismo. Vale a pena ler detalhadamente as placas de orientação instaladas na entrada desses locais.

Compras:
acredite: todas as grandes cidades têm a sua Rua 25 de março. Além dessas lojas populares, há inúmeros outlets (lojas de fábrica) com ofertas tentadoras. Em Lisboa, por exemplo, há o Free Port, um dos maiores outlets da Europa. Em Paris, a região da Montmartre também tem coisas interessantes e de baixo custo. Claro que não são roupas de grife ou objetos caros, mas dependendo do interesse, boas lembranças poderão ser adquiridas nesses locais.

Supermercado:
Uma coisa é você encarar a viagem como turista. A outra é procurar, por alguns dias, vivenciar o dia-a-dia da cidade como um morador. Nessa mudança você poderá fazer uma bela economia. Supermercados podem ser encontrados em todos os lugares e não é raro, você tropeçar em marcas conhecidas como Walmart e Carrefour. Em Londres, a rede mais popular é a Tesco. Enfim, inclua o supermercado no seu roteiro pois nesses lugares você encontrará uma série de produtos com preços muito bons: chocolates, roupas, vinhos, etc.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Usando lan house no exterior...


Em 2010, quando viajei para a Europa pela primeira vez, achei que seria prático e fácil usar a internet em lan house ou até mesmo dentro dos albergues por onde passei. Não levei notebook e fiquei à mercê dos computadores públicos. O detalhe é que, diferente do Brasil, é normal usar e abusar das redes wi-fi gratuitas dos restaurantes e, até mesmo, dos albergues. 

Me enganei redondamente e paguei caro pelas horas de acesso nos computadores públicos - cerca de 3 euros a hora - isso sem contar que nunca achei os acentos no teclado. Descarregar foto ou enviar e-mail também dava um pouco de trabalho. Depois de umas horas, notei que todos os mochileiros andavam felizes e contentes com seus notebooks e netbooks. Só lembrando que em 2010 o tablet ainda não era popular. Mas, de qualquer forma, estando com um computador portátil era só apertar o botão e se conectar gratuitamente.

Gastei uma grana com os cartões pré-pagos de acesso à rede mundial. Cada cartão gasto era um passeio a menos ou uma lembrancinha perdida. No total, foram quase 50 euros em internet nos 17 dias, dinheiro suficiente para encher a mochila de vinhos italianos, salames e queijos. Ainda bem que as experiências negativas servem para você aprender a não errar no futuro.

No ano seguinte, passei a viajar equipado. Primeiro com um netbook da HP e depois com o iPad. Claro que, de 2010 até hoje, os dispositivos móveis se tornaram comuns e baratos. Mas, o que levar hoje na mochila ? Bom, qualquer dispositivo, menos o notebook. Pesado e pouco prático, você será considerado um ET em qualquer lugar que resolver abrir a tampa da máquina para navegar.

Se o seu smartphone tem conexão wi-fi, ótimo. É só pedir a senha na recepção do albergue e se conectar. O mesmo vale para os tablets. No geral, a velocidade da internet é alta e você não terá dificuldades em usar o skype, por exemplo.

Agora, se você resolveu teimar e decidiu não levar nenhum equipamento, se prepare para conhecer as lan houses européias. Não se assuste, mas você acabará, muitas vezes, em lojas escuras e muito feias. Uma boa parte dessas lojas pertence a árabes ou indianos que montam esses locais justamente para atender à uma população muito pobre e que não tem condição de comprar seu computador muito menos assinar uma internet. Além da falta de limpeza e higiene do local, outro problema, até mais sério é a segurança de suas senhas ou número do cartão de crédito.

A dica é aproveitar a viagem e comprar o seu smartphone ou iPad lá fora. Além de pagar mais barato, você terá um dispositivo pronto para usar em qualquer lugar onde estiver.


Eduardo Sona é jornalista e apresentador de TV. Acesse o blog www.mochileiro40tao.com

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pompéia: a cidade onde o tempo parou.

Pompéia e seu algoz Vesúvio.
Para todos os amigos que converso sobre viagens, Pompéia, no sul da Itália, sempre entra no assunto. De todos as cidades que visitei essa é, com toda a certeza, uma das mais misteriosas e fantástica que conheci. Pompéia fica à poucos quilômetros de Nápoles, a viagem de trem dura cerca de meia hora. Da estação, anda-se alguns metros e, pronto: você está na entrada de um dos maiores sítios arqueológicos da história da humanidade. Antes de relatar o que significa andar pelas ruas de Pompéia é importante contar um pouco de sua história.

O fogão de uma cozinha ficou praticamente intacto.
Pompéia e Herculano eras prósperas e movimentadas cidades do Império Romano e estavam localizadas ao sul de Nápoles, às margens do Vesúvio - aliás, o termo vulcão ainda não existia naquela época. Pompéia era bem maior do que Herculano e muito mais movimentada. Com suas casas ricamente decoradas e suas ruas estreitas e movimentadas, a cidade abrigava uma população de cerca de 15 mil pessoas. Por volta do meio-dia de 24 de agosto de 79 d.C., o Vesúvio resolveu mostrar a sua força e pegou todos os habitantes de Pompéia e Herculano de surpresa. Em apenas 12 horas, uma mistura de gases tóxicos, superaquecimento e lava praticamente encobriu a cidade exterminando a todos. Foi como se o tempo parasse de repente.

Algumas pinturas milagrosamente se mantiveram
ao longo dos séculos
A tragédia repercutiu por todo o Império Romano mas, como nada mais poderia ser feito, com o tempo, virou apenas uma história. Suas ruínas permaneceram ocultas durante 1.600 anos até que, acidentalmente em 1599 parte de um muro pintado foi localizado durante as escavações de um canal subterrâneo para desviar o curso de um rio. Como as pinturas foram consideradas obscenas na época, a descoberta foi mantida em segredo e novamente ocultada. Anos depois, à mando do Rei Carlos III as explorações foram iniciadas.
De lá para cá, uma cidade inteira foi revelada.

Andar pelas ruas de Pompéia é uma emoção única. Praticamente tudo - exceto os telhados das casas - está preservado: lindas pinturas nas paredes, os balcões dos bares e restaurantes, as propagandas e, até mesmo, o prostíbulo com seus aposentos e pinturas eróticas foram preservados. Ainda hoje os arqueólogos continuam descobrindo objetos e locais na cidade. Os famosos corpos de Pompéia podem ser vistos em vários locais. É quase uma fotografia tridimensional do exato momento que o terror tomou conta da cidade. 

A cidade de Pompéia é um dos locais mais visitados na Itália e, acredite, vale a pena passar o dia perambulando por suas ruas e casas. A sensação é de que você está em uma cidade fantasma e que, a qualquer momento, fará uma descoberta arqueológica fantástica a la Indiana Jones.

Matéria produzida em Pompéia para o programa Mochileiro40tao



sábado, 27 de abril de 2013

RBBV comemora 300º associado.


A Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem, RBBV, comemorou no último domingo, 20 de abril, a aprovação de seu 300o blogueiro membro, fazendo da Rede a maior em número de blogueiros de viagem do Brasil.
A blogueira Barbara Freitag do Delícia Deleite, blog de viagens e gastronomia, foi a responsável por esse marco. Junto a ela somam-se agora mais de 300 blogueiros que foram aprovados desde setembro de 2011, quando a Rede foi ao ar idealizada pela também blogueira Claudia Beatriz Saleh.
“É um número a se comemorar: começamos discretos e agora temos a força do grupo, responsável por trazer informação pessoal e inédita sobre centenas de destinos todos os dias”, afirma Claudia.
O segmento de blogs de viagem tem crescido muito no Brasil e conquistado a atenção dos leitores. A RBBV oferece um fórum para a troca de informações entre membros, um site onde o público encontra os relatos publicados pelos seus blogueiros e hangouts com informações úteis para blogueiros em geral.
Membros da Rede seguem diretrizes de conduta que garantem para leitores e mercado de turismo que o crescimento dos blogs de viagem seja organizado e transparente. “Todos os dias temas como ética profissional, veiculação de publicidade e contato com o público são discutidos entre os membros”, diz Thiago Khoury, membro da coordenação da Rede responsável pelos contatos com a imprensa.
A Rede, formada em uma estrutura não-hierárquica, tem uma coordenação eleita pelos seus membros para garantir o funcionamento diário. Como a Rede não capitaliza recursos para o seu funcionamento, a RBBV é um grupo sem fins lucrativos.
Para fazer parte da RBBV alguns critérios são avaliados, tais como autenticidade, personalidade, atualidade e pertinência. Blogs devem estar há pelo menos 6 meses no ar e devem se comprometer a seguir as diretrizes de conduta aprovadas pelo grupo.
Cerca de 50 membros da RBBV marcaram presença no WTM Latin America, em São Paulo, o maior evento do turismo do mundo que teve sua primeira edição no Brasil entre os dias 23 e 25 de abril.