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sexta-feira, 6 de junho de 2014

PADOVA OU PÁDUA ? NÃO IMPORTA. É LINDA DE QUALQUER JEITO.



Esse trem de 2 vagões praticamente corta
a cidade toda.
Não tinha muita noção do que encontraria na cidade de Padova ou Pádua. Sabia apenas que ali era a cidade onde Santo Antônio havia morado e onde suas relíquias estavam depositadas. Sabia também que se localizava próxima à Mestre, última cidade em terra firme antes de Veneza.

Fiquei surpreso com a beleza e organização desta cidade de 212 mil habitantes, da região do Vêneto: rios de águas límpidas, construções medievais, ruas largas e até um eficiente metrô de superfície capaz de causar inveja à qualquer capital brasileira.

Fomos de Mestre à Padova em um trem confortável e barato: 1,50 euros a perna e 20 minutos de viagem. A moderna estação ferroviária de Padova está localizada bem perto do centro da cidade, mas recomendo que utilize o metrô para ganhar tempo. O centro histórico é lindo com prédios antigos, igrejas e sofisticadas lojas de marca, além de um calçadão com restaurantes, cafés e lanchonetes.

Calçadão: prédios históricos e lojas de marca.
A Basílica de Santo Antônio está localizada no local chamado Campo del Santo. Ela é gigantesca e simples. Nela encontram-se as relíquias deste santo que nasceu em Lisboa, mas viveu grande parte de sua vida em terras italianas. Seu desejo era morrer em Padova mas acabou morrendo no caminho no dia 13 de junho de 1231, data de grandes festas e comemorações na cidade.

Além de Santo Antonio, a cidade é conhecida pelo seu Jardim Botânico, criado em 1545 e considerado o mais antigo do mundo. Outro ex-morador ilustre foi o astrônomo Galileu Galilei que ali viveu por 18 anos.

Basílica de Santo Antônio.
Independente do aspecto histórico ou religioso da cidade, conhecer Padova acaba sendo uma excelente opção de turismo bate e volta caso você esteja viajando para Veneza.

Links

Turismo Oficial de Padova
http://www.turismopadova.it/en

Facebook oficial
https://www.facebook.com/VisitPadova?ref=hl

Canal oficial no youtube
https://www.youtube.com/user/TurismoPadovaTerme

Instagram
http://instagram.com/visit_padova

sábado, 31 de maio de 2014

As famosas "Máscaras de Veneza" ou chinesas ?

legítimas máscaras venezianas.
Que os chineses têm a extrema capacidade de copiar e produzir de tudo isso ninguém discute. Se eles foram capazes de erguer uma réplica - em tamanho natural - da esfinge egípcia dentro de um parque chinês, imagine a "festa" que fazem com outros tipos de lembrancinhas turísticas.

Jurando pela cabeça da Rainha Maria Antonieta, afirmo que famoso chaveirinho de Torre Eiffel nem de longe foi produzido na França, assim como os imãs de geladeira de Roma, as camisetas de Madrid e, é claro, muito das máscaras de carnaval de Veneza.

Porém, na eterna cidade das águas, literalmente o buraco é um pouco mais embaixo. Preocupados com a invasão chinesa das cópias, a cidade se preparou para enfrentar o exército dos xing-lings criando um selo que atesta a procedência das máscaras e demais lembranças. Em alguns produtos, o detalhe é uma chancela com cera vermelha que, diga-se de passagem, até dá um charme a mais para a peça.

Máscaras e fantasias.
Até aí é fichinha: reproduzir selos e atestados não é uma tarefa difícil para ninguém. O interessante nessa guerra de gifts turísticos é que o comércio veneziano faz questão de falar e brigar para que o turista leve uma máscara produzida na cidade. E eles ficam bravos quando você questiona a procedência.

É claro que na  questão das máscaras de Veneza há gritantes diferenças de preços. Você pode comprar uma bela máscara por 25 ou por 250 euros, vai depender do local e do artista que a produziu.

As máscaras mais tradicionais - e caras - são produzidas em papel marchê ou porcelana. As mais em conta são feitas de plástico ou resina. Perdidos nas estreitas vielas da cidade é possível localizar alguns ateliês históricos mas, nesses lugares, esqueça a questão preço. Ali as máscaras são verdadeiras obras de arte.

Mesmo com essa proteção comercial, muitas lojas comercializam máscaras e lembranças a preços bem camaradas. Se você não se importa com a procedência das máscaras, prepare-se para sair com sacolas de lembranças suficiente para "equipar" a família toda... e a vizinhança !

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Veneza: água por todos os lados... mesmo !

Praça de São Marcos sem água...
Na foto você tem a Praça de São Marcos, em Veneza. Se você acompanhou as notícias de ontem e hoje sabe que Veneza está alagada devido o fenômeno L'acqua alta, comum nessa época do ano.
O problema é que a cidade vem sofrendo uma deterioração muito rápida não só com essas enchentes, mas com o volume de turistas e manutenção de seus prédios históricos, neste caso, toda a cidade.
Imagine morar em uma cidade localizada no meio de uma laguna e formada por dezenas de pequenas ilhas. Isso sem contar que a cidade começou a se formar no século 5, quando os moradores da região do Vêneto fugiram dos ataques dos Bárbaros. Mas foi no século 9 que a cidade foi oficialmente fundada. São séculos de existência até nos dias de hoje quando essa mesma cidade é invadida por turistas e pelas águas.
Quando estive lá em 2010 conversei com alguns brasileiros que se arriscavam a morar no centro de Veneza. Eles disseram que, devido às constantes enchentes, o andar térreo dos prédios raramente era ocupado. Além disso, uma das preocupações da prefeitura local era a fuga dos moradores para o continente, deixando inúmeras casas e prédios praticamente abandonados.
A cidade é linda e tem uma atmosfera única de romantismo. A minha torcida é para que ela se mantenha em pé por mais uns bons séculos. Amém.

Ao fundo você tem a Catedral de São Marcos e a Torre do Relógio