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segunda-feira, 23 de junho de 2014

TURISMO HISTÓRICO: ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE O RAMAL FERROVIÁRIO ITATIBENSE.

Antiga estação Paraizo.
O ramal Itatibense, embora curto, foi uma das principais vias de acesso para o desenvolvimento dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Durante alguns anos, esse pequeno trecho de 20 km possibilitou a comunicação entre as cidades do sul de Minas Gerais com São Paulo, Campinas e o Porto de Santos.

Durante a Revolução de 32, essa linha foi muito utilizada para o transporte dos soldados paulistas que rumavam em direção à Bragança Paulista na tentativa de "segurar" a invasão do exército mineiro.

Outras curiosidades sobre esse ramal:


  • A baixa velocidade dos trens e o terreno íngreme faziam com que a viagem durasse até 2 horas para ir de Louveira à Itatiba;
  • O ramal foi oficialmente paralisado em 1953 após anos de funcionamento deficitário;
  • Ainda restam alguns pedaços de muro e plataformas das estações espalhados ao longo da Rodovia Romildo Prado;
  • Mais informações sobre este ramal você pode conferir no Documentário "Gare Louveira"
  • O trajeto do ramal era semelhante ao trajeto atual da Rod. Romildo Prado

segunda-feira, 16 de junho de 2014

UM PROJETO PARA PRESERVAR A HISTÓRIA DAS FERROVIAS.

Estação de trem de Louveira, interior de São Paulo.
Os patrimônios históricos das pequenas cidades brasileiras passam por enormes dificuldades. Abandono, depredações, roubos, pichações são alguns exemplos de como nós, brasileiros, cuidamos de nossa história.

Quem já teve a oportunidade de viajar para a Europa ou Estados Unidos, por exemplo, encontrou inúmeros prédios históricos bem conservados e em funcionamento. Muitos deles operando como museus, pontos de informação turística ou até mesmo restaurantes ou lanchonetes. Independente dos governantes, a população se preocupa em cuidar do que é seu e reconhece a importância desses prédios para a história da cidade.

No Brasil é gritante o estado de abandono das estações ferroviárias. Principais vias de acesso de mercadorias, passageiros e notícias, as estações de trem contribuíram para o surgimento de centenas de cidades espalhadas pelo interior até meados do século passado. Com a opção de se investir em rodovias, aos poucos as ferrovias foram sendo esquecidas e sua importância diminuída até chegar próximo de zero.

Pelos trens chegavam e saiam pessoas e mercadorias. O que antes eram pequenos vilarejos, com o passar dos anos, se transformaram em importantes cidades como é o caso de Jundiaí e Louveira. A história da estação de trem de Louveira é muito interessante pois ela foi a primeira a ser eletrificada na América Latina e, graças a sua interligação com o ramal Itatibense, passou a ser o principal entreposto de entrada e saída de mercadorias do interior paulista e sul de Minas Gerais em direção ao Porto de Santos.

Uma das iniciativas de se preservar a história desse local é a revista e documentário que estão sendo lançados pelo jornalista Eduardo Sona e pelo designer René Monterrey. Após pesquisas, entrevistas e levantamentos de fotos e filmes antigos, os dois realizaram um registro completo que conta a história e, principalmente a importância dessa linha.

A revista e documentário deverá ser lançada em junho em toda a região. Em agosto, será montada uma exposição itinerante que visitará escolas e bibliotecas de Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Campinas.

Mais informações pelo email: eduardo.sona@gmail.com

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Oi tio... tem comida aí ?

Oi tio, tem comida aí ?
Com o crescimento da cidade de Louveira - SP, as matas e florestas vão desaparecendo e dando lugar para condomínios e prédios.
Com isso, os alimentos dos animais silvestres ficam cada vez mais raros.
O que dá para fazer é liberar uma banana de vez em quando para esses menores carentes, antes que comecem a vasculhar o lixo atrás de alimentos.
Esse na foto é o filhote mais novo da numerosa família de saguis que brincam na árvore do quintal de casa e que de vez em quando vem me fazer uma visita. Paro o meu trabalho para observar 2 coisas interessantes: a união do grupo e a divisão da comida, sem brigas.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Turismo rural em Louveira, SP.

A cidade de Louveira é uma das 10 cidades pertencentes ao Circuito das Frutas. A região oferece inúmeras atrações turísticas como hotéis, pousadas, restaurantes com comidas caipiras, pesqueiros, enfim, muitas atrações interessantes.

Nessa matéria você conhecerá uma antiga fazenda de escravos que hoje funciona como restaurante e pague-colha frutas.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Turismo rural: saboreando uma costela a bafo em Vinhedo.

Hoje fui para Vinhedo visitar um restaurante especializado em costela no bafo, o "Armazém da Costela". A bem da verdade, fui fazer uma visita com a intenção de apresentar o meu portfólio e serviços de comunicação online que realizo. Encontrei uma das sócias, Gisele Porto que sugeriu que eu provasse a costela antes da reunião.

O convite não poderia ter vindo em melhor hora, pois a fome já se fazia presente...rsrs.
Confesso que, depois de provar a costela já nem e lembrava se eu tinha ido para vender ou comprar alguma coisa. O assado estava uma delícia !

Durante a reunião ela contou alguns segredos do restaurante: um belo e selecionado pedaço de costela bovina descansada em uma receita exclusiva de tempero - nem me atrevi a perguntar o que tinha - além de 14 horas de churrasqueira fechada e movida à carvão. Ah, quase que esqueço das voltas e mais voltas de celofane e alumínio para proteger o assado.

O espaço é bonito, uma decoração que, às vezes, lembra o interior e às vezes, praia com esteiras de palha forrando todas as paredes. O "Armazém da Costela" é uma excelente opção para o almoço em Vinhedo.  O preço é bem em conta e a porção servida é generosa. Está mais do que recomendado !

Serviço
Armazém da Costela
Rua João Pescarini, 700
Vinhedo - SP
Fone: (19) 3836 3403

domingo, 28 de abril de 2013

O triste fim de uma dama de ferro.

A número 1
Durante anos, ela foi a toda poderosa da região Jundiaí-Campinas. Sem reclamar, desbravava o interior paulista com suas toneladas de ferro, carvão e altas temperaturas. Levava de tudo: pessoas, malas, cargas diversas enfim, não tinha tempo para reclamar de nada. Seu trabalho era parar, carregar, apitar e partir.

Com o passar dos anos e com a chegada da energia elétrica, aos poucos ela foi sendo vencida pelo tempo. Ficou velha, ultrapassada, resmungona e de difícil trato. Se bem cuidada, poderia estar até hoje levando os filhos e netos daqueles primeiros viajantes que nela embarcaram. Mas, não.

Seu destino foi semelhante à muitos velhos humanos. Hoje ela presa em alguns metros de trilhos. Corroída pela ferrugem e pelo mal trato. Ninguém mais a visita ou a admira. Passou a ser um monte de ferro velho, que ninguém mais quer ver, tocar ou viajar.

A dama de ferro está num galpão com o teto esburacado, ao lado do Museu da Ferrovia de Jundiaí. Uma triste contradição: estar escondida e abandonada ao lado de um prédio que conta justamente a sua história.

A chuva, o sol e o tempo complementam o trabalho iniciado pelos homens há anos. Mesmo assim, teimosa, ela insiste em se manter imponente e preparada. É apenas um monte de ferro mas, se ela tivesse vida, talvez pedisse mais uma chance para mostrar que pode ser útil. Pelo menos uma última vez.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O cemitério dos escravos em Louveira.


Para quem curte a "arqueologia amadora", uma opção interessante é conhecer - ou pesquisar - o cemitério dos escravos, um antigo cemitério localizado na área rural da cidade de Louveira. Os relatos dos moradores mais antigos dão conta de que naquele espaço, os escravos das fazendas da cidade eram enterrados em covas rasas.

O local está totalmente destruído sendo possível apenas identificar alguns pedaços do muro de barro que cerca o local e algumas covas já reviradas pelos moradores da região. A marca do esquecimento é total, uma vez que as administrações públicas municipais nunca se preocuparam em preservar ou realizar qualquer tipo de pesquisa.

Eu fui o primeiro jornalista a realizar uma matéria nesse local e espero que as autoridades locais realizem uma pesquisa mais apurada neste cemitério. Afinal, é uma parte da história da cidade e do Brasil que está enterrada.