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segunda-feira, 18 de maio de 2015

UM CEMITÉRIO DOS ESCRAVOS ABANDONADO.


A região de Campinas é rica em sítios históricos. O que se tem a lamentar é o péssimo estado de conservação desses locais. O cemitério dos escravos, localizado na cidade de Louveira, é um exemplo desse descaso.

No século 19 a região, que pertencia à Comarca de Jundiaí, era composta basicamente por grandes fazendas cafeeiras que utilizavam a mão-de-obra escrava, daí a necessidade de se criar cemitérios específicos para eles.

Esse cemitério, em especial, está localizado na área rural de Louveira. Praticamente, todo o local já foi tomado pela mata e, as covas foram praticamente violada por anos.

Confira mais essa matéria do jornalista Eduardo Sona - Mochileiro40tao.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

UM PROJETO PARA PRESERVAR A HISTÓRIA DAS FERROVIAS.

Estação de trem de Louveira, interior de São Paulo.
Os patrimônios históricos das pequenas cidades brasileiras passam por enormes dificuldades. Abandono, depredações, roubos, pichações são alguns exemplos de como nós, brasileiros, cuidamos de nossa história.

Quem já teve a oportunidade de viajar para a Europa ou Estados Unidos, por exemplo, encontrou inúmeros prédios históricos bem conservados e em funcionamento. Muitos deles operando como museus, pontos de informação turística ou até mesmo restaurantes ou lanchonetes. Independente dos governantes, a população se preocupa em cuidar do que é seu e reconhece a importância desses prédios para a história da cidade.

No Brasil é gritante o estado de abandono das estações ferroviárias. Principais vias de acesso de mercadorias, passageiros e notícias, as estações de trem contribuíram para o surgimento de centenas de cidades espalhadas pelo interior até meados do século passado. Com a opção de se investir em rodovias, aos poucos as ferrovias foram sendo esquecidas e sua importância diminuída até chegar próximo de zero.

Pelos trens chegavam e saiam pessoas e mercadorias. O que antes eram pequenos vilarejos, com o passar dos anos, se transformaram em importantes cidades como é o caso de Jundiaí e Louveira. A história da estação de trem de Louveira é muito interessante pois ela foi a primeira a ser eletrificada na América Latina e, graças a sua interligação com o ramal Itatibense, passou a ser o principal entreposto de entrada e saída de mercadorias do interior paulista e sul de Minas Gerais em direção ao Porto de Santos.

Uma das iniciativas de se preservar a história desse local é a revista e documentário que estão sendo lançados pelo jornalista Eduardo Sona e pelo designer René Monterrey. Após pesquisas, entrevistas e levantamentos de fotos e filmes antigos, os dois realizaram um registro completo que conta a história e, principalmente a importância dessa linha.

A revista e documentário deverá ser lançada em junho em toda a região. Em agosto, será montada uma exposição itinerante que visitará escolas e bibliotecas de Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Campinas.

Mais informações pelo email: eduardo.sona@gmail.com

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Vídeo da Semana: Cemitério dos Escravos - Louveira - SP


Na cidade de Louveira, interior de São Paulo, há alguns mistérios indecifráveis. Um deles é o Cemitério dos Escravos, localizado na Fazenda Barreiro, centenária propriedade da Família Mesquita, do Jornal "O Estado de São Paulo".

Com a falta de preservação, o local praticamente foi engolido pelo mato. Ainda é possível avistar o antigo muro de pau a pique que cercava o local. Seguindo algumas trilhas, aos poucos vai se descobrindo os antigos túmulos pertencentes aos escravos que moravam na fazenda Barreiro e nas demais da vizinhança. Estima-se que o local tenha mais de 150 anos.

Muitas histórias dignas de filmes de suspense são contadas sobre o local como murmúrios e choros à noite. Venha comigo descobrir esse misterioso local...



terça-feira, 1 de abril de 2014

COPA 2014: SERÁ QUE VAI DAR NÓ ?

Nó.
Pois é, a Copa está chegando e com ela, todas as expectativas, broncas, frustrações e turistas !
Pesquisa realizada pela empresa espanhola Forward Data aponta que o número de turistas estrangeiros que virão ao Brasil aumentará 5 vezes.

De acordo com as reservas os maiores emissores serão os Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra. Já as 3 cidades brasileiras mais visitadas serão São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro.

É uma ótima notícia para o país. A única questão é o atraso das obras de infra-estrutura que irá dificultar o fácil acesso para o turista estrangeiro. Fico imaginando as aventuras que um alemão ou inglês irá passar para assistir aos jogos no Itaquerão, lá no extremo leste da cidade de São Paulo...

Já para demonstrar a arte de "como perder oportunidades", as cidades da região de Campinas, que irão hospedar inúmeras seleções ainda não estão se mexendo para aproveitar esse fluxo de visitantes. Mesmo em Campinas, há sérios problemas de sinalização e despreparo de empresas e funcionários para isso.

Se isso acontece em Campinas, a segunda maior cidade do estado, imagine então nos pequenos municípios. A região, que tem muitos atrativos turísticos e uma gastronomia diferenciada, pode deixar passar essa chance graças a miopia de seus administradores.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Turismo rural em Louveira, SP.

A cidade de Louveira é uma das 10 cidades pertencentes ao Circuito das Frutas. A região oferece inúmeras atrações turísticas como hotéis, pousadas, restaurantes com comidas caipiras, pesqueiros, enfim, muitas atrações interessantes.

Nessa matéria você conhecerá uma antiga fazenda de escravos que hoje funciona como restaurante e pague-colha frutas.

domingo, 28 de abril de 2013

O triste fim de uma dama de ferro.

A número 1
Durante anos, ela foi a toda poderosa da região Jundiaí-Campinas. Sem reclamar, desbravava o interior paulista com suas toneladas de ferro, carvão e altas temperaturas. Levava de tudo: pessoas, malas, cargas diversas enfim, não tinha tempo para reclamar de nada. Seu trabalho era parar, carregar, apitar e partir.

Com o passar dos anos e com a chegada da energia elétrica, aos poucos ela foi sendo vencida pelo tempo. Ficou velha, ultrapassada, resmungona e de difícil trato. Se bem cuidada, poderia estar até hoje levando os filhos e netos daqueles primeiros viajantes que nela embarcaram. Mas, não.

Seu destino foi semelhante à muitos velhos humanos. Hoje ela presa em alguns metros de trilhos. Corroída pela ferrugem e pelo mal trato. Ninguém mais a visita ou a admira. Passou a ser um monte de ferro velho, que ninguém mais quer ver, tocar ou viajar.

A dama de ferro está num galpão com o teto esburacado, ao lado do Museu da Ferrovia de Jundiaí. Uma triste contradição: estar escondida e abandonada ao lado de um prédio que conta justamente a sua história.

A chuva, o sol e o tempo complementam o trabalho iniciado pelos homens há anos. Mesmo assim, teimosa, ela insiste em se manter imponente e preparada. É apenas um monte de ferro mas, se ela tivesse vida, talvez pedisse mais uma chance para mostrar que pode ser útil. Pelo menos uma última vez.