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segunda-feira, 16 de junho de 2014

UM PROJETO PARA PRESERVAR A HISTÓRIA DAS FERROVIAS.

Estação de trem de Louveira, interior de São Paulo.
Os patrimônios históricos das pequenas cidades brasileiras passam por enormes dificuldades. Abandono, depredações, roubos, pichações são alguns exemplos de como nós, brasileiros, cuidamos de nossa história.

Quem já teve a oportunidade de viajar para a Europa ou Estados Unidos, por exemplo, encontrou inúmeros prédios históricos bem conservados e em funcionamento. Muitos deles operando como museus, pontos de informação turística ou até mesmo restaurantes ou lanchonetes. Independente dos governantes, a população se preocupa em cuidar do que é seu e reconhece a importância desses prédios para a história da cidade.

No Brasil é gritante o estado de abandono das estações ferroviárias. Principais vias de acesso de mercadorias, passageiros e notícias, as estações de trem contribuíram para o surgimento de centenas de cidades espalhadas pelo interior até meados do século passado. Com a opção de se investir em rodovias, aos poucos as ferrovias foram sendo esquecidas e sua importância diminuída até chegar próximo de zero.

Pelos trens chegavam e saiam pessoas e mercadorias. O que antes eram pequenos vilarejos, com o passar dos anos, se transformaram em importantes cidades como é o caso de Jundiaí e Louveira. A história da estação de trem de Louveira é muito interessante pois ela foi a primeira a ser eletrificada na América Latina e, graças a sua interligação com o ramal Itatibense, passou a ser o principal entreposto de entrada e saída de mercadorias do interior paulista e sul de Minas Gerais em direção ao Porto de Santos.

Uma das iniciativas de se preservar a história desse local é a revista e documentário que estão sendo lançados pelo jornalista Eduardo Sona e pelo designer René Monterrey. Após pesquisas, entrevistas e levantamentos de fotos e filmes antigos, os dois realizaram um registro completo que conta a história e, principalmente a importância dessa linha.

A revista e documentário deverá ser lançada em junho em toda a região. Em agosto, será montada uma exposição itinerante que visitará escolas e bibliotecas de Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Campinas.

Mais informações pelo email: eduardo.sona@gmail.com

domingo, 28 de abril de 2013

O triste fim de uma dama de ferro.

A número 1
Durante anos, ela foi a toda poderosa da região Jundiaí-Campinas. Sem reclamar, desbravava o interior paulista com suas toneladas de ferro, carvão e altas temperaturas. Levava de tudo: pessoas, malas, cargas diversas enfim, não tinha tempo para reclamar de nada. Seu trabalho era parar, carregar, apitar e partir.

Com o passar dos anos e com a chegada da energia elétrica, aos poucos ela foi sendo vencida pelo tempo. Ficou velha, ultrapassada, resmungona e de difícil trato. Se bem cuidada, poderia estar até hoje levando os filhos e netos daqueles primeiros viajantes que nela embarcaram. Mas, não.

Seu destino foi semelhante à muitos velhos humanos. Hoje ela presa em alguns metros de trilhos. Corroída pela ferrugem e pelo mal trato. Ninguém mais a visita ou a admira. Passou a ser um monte de ferro velho, que ninguém mais quer ver, tocar ou viajar.

A dama de ferro está num galpão com o teto esburacado, ao lado do Museu da Ferrovia de Jundiaí. Uma triste contradição: estar escondida e abandonada ao lado de um prédio que conta justamente a sua história.

A chuva, o sol e o tempo complementam o trabalho iniciado pelos homens há anos. Mesmo assim, teimosa, ela insiste em se manter imponente e preparada. É apenas um monte de ferro mas, se ela tivesse vida, talvez pedisse mais uma chance para mostrar que pode ser útil. Pelo menos uma última vez.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Lá vem o tremmmm...

Um museu completo sobre a ferrovia paulista.
Você sabia que a cidade de Jundiaí abriga o maior museu ferroviário do Brasil ? Pois é, bem pertinho da cidade de São Paulo os fãs dos trens podem conferir muitas relíquias como equipamentos de comunicacão, uniformes, livros de registros e curiosas placas de alerta, entre outros objetos.

O Museu funciona ao lado do galpão que abriga a primeira maria fumaça que, praticamente, abriu o caminho para a expansão econômica do interior paulista. Outra curiosidade do Museu são os registros de criação da equipe de futebol do Paulista de Jundiaí, uma das primeiras equipes de futebol do país.

Museu da Companhia Paulista - Jundiaí


ENDEREÇO
Avenida União dos Ferroviários, 1760 – Jundiaí Estado de São Paulo – CEP. 13201-160
Fone/Fax: (11) 4522-4727 
http://www.museudacompanhiapaulista.com.br
e-mail: kbizzarro@jundiai.sp.gov.br
nmbarbosa@jundiai.sp.gov.br

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
MUSEU: de terça a sexta –feira das 9h às 17h.
Sábado das 9h às 16h e aos domingos: das 9h às 13h.

BIBLIOTECA: de segunda a sexta-feira das 8h às 17h.
Aos sábados somente com agendamento prévio por e-mail ou telefone


ENTRADA GRATUITA

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dica do dia: viagem de trem pela Europa.


Uma coisa que assusta o mochileiro de primeira viagem é como utilizar o transporte ferroviário na Europa. Aviso logo de cara que não precisa se estressar, tudo é muito fácil.
Confira essa dica no vídeo.