Seguro

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Não está cheirando bem...

Mãeeeee: a mala está pequena demais...
Acompanho com atenção todas as notícias sobre turismo nacional e internacional. Acredito que essa é uma das melhores indústrias que o ser humano criou: não poluí, faz o dinheiro circular além de estimular a consciência de que o planeta é maravilhoso e ainda, em pleno século XXI, há muito a ser descoberto.
Nas últimas semanas, o governo e a grande mídia vem martelando o déficit da balança comercial brasileira e aponta como principal vilão o brasileiro que viaja e faz suas compras no exterior.
Não nasci ontem e nem sou recém-formado em comunicação. Completo 30 anos de jornalismo em 2013 e sei quando há maldade em um texto ou matéria de TV.
As mídias não se preocuparam em abordar um dos principais motivos que leva o brasileiro a viajar para brincar com golfinhos em Miami ao invés de Fernando de Noronha.
Eles "esquecem" de dizer que as cias aéreas domésticas cobram uma fortuna nos bilhetes, que os hotéis meia boca do Brasil cobram o mesmo que um 5 estrelas de muitas cidades do exterior, que o turista é esfolado em todos os lugares por onde passa, isso entre outros motivos.
Fico indignado e envergonhado quando ouço uma brasileira dizer que gostaria de levar a família para visitar o pantanal, mas devido ao custo da viagem, viajará para o Canadá !
O brasileiro não é idiota como pensa o governo ou a mídia. Ele sabe o valor do seu dinheiro e, principalmente, quando querem lhe surrupiar.
Confesso que estou preocupado com possíveis medidas que os gênios da nossa economia possam estar pensando. Ontem, após ler um texto na Folha, tive um dejavu e recordei uma misteriosa taxa sobre o turismo que o governo criou na década de 90 para segurar as viagens para fora. Pelo que me lembro, era uma taxa em cima da compra do dólar, tipo um pedágio, que dificultava a sua saída do país.
Rezo para que essas aberrações não voltem a assombrar o nosso dia-a-dia.
O brasileiro viaja para o exterior porque é mais em conta do que viajar internamente. Ele merece ter a chance e a oportunidade de conhecer novas culturas e, principalmente, ver e experimentar a sensação de ser um cidadão do mundo. Essa conquista deve ser preservada à todo custo, até porque, as pessoas que se fecham para o mundo, de uma hora para outra, sofrem de atrofia cerebral.